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2 de julho de 2019 Para pensar grande, é preciso empreender

Para pensar grande, é preciso empreender

Fomos selecionados para o Pense Grande INCUBAÇÃO 2019! \o/

Foram quatro meses de expectativa e preparação. Após passarmos pelas fases do desafio, capacitações e pré-incubação, nós e outros 29 negócios sociais foram selecionados para o Pense Grande Incubação 2019.

Agora, os projetos escolhidos terão benefícios exclusivos como apoio financeiro, orientação dos mentores e encontros presenciais nacionais e muito conhecimento e preparação para fortalecer o nosso negócio.

Serão mais sete meses em uma jornada de empreendedorismo de muita aprendizagem e autoconhecimento e para compartilhar conhecimento e fazer vocês se sentirem imersos juntinho com a gente, vamos produzir conteúdo sobre todas as fases.

Como eu não gosto de ficar devendo nada, vai aí o meu relato sobre a experiência de pré incubação 👇🏾

Quando eu cheguei ao primeiro encontro regional do Programa Pense Grande, iniciativa da Aliança Empreendedora em parceria com a Fundação Telefônica Brasil, confesso que eu estava cheia de adrenalina e com cara de poucos amigos.

Naturalmente eu esperava encontrar um ambiente competitivo, onde eu precisaria disputar com varias outras startups e ideias incríveis, um lugar ao sol dessa competição. E eu fui determinada, com sangue no olho, pronta para dar tudo de mim para garantir essa oportunidade para o Grana Preta…

O clima só mudou quando a Luci, facilitadora da imersão, explicou que o processo não seria como uma entrevista de emprego e pediu para que ficássemos à vontade.

Notei que ela tem o astral de quem realmente ama e acredita no que faz é isso me contagiou. Mas a entrega real só veio quando o empreendedor que apareceu para a “Conversa com o empreendedor”, uma das etapas da metodologia, foi o Tiago Azeviche, CEO da grife Vista Realeza.

A escolha pelo Tiago não foi por acaso, baiano, representante da maioria da população desse estado, empreendedor correria e especialista na técnica de Sevirologia empreendedora, ele fez uma fala muito pé no chão sobre empreendedorismo e trouxe conceitos de percussão (tecnologia ancestral africana) aplicados ao empreendedorismo.

A frase “Primeiro a base, depois as evoluções” conceito do grupo Olodum que deve ser repetido como um mantra por empreendedores criativos que, como eu, fabricam 1 nova ideia de negócio por minuto. A frase que foi reproduzida pelos participantes pelo resto da imersão, além de arrancar boas risadas, definitivamente havia nos marcado para sempre.

Eu nunca fui aquela ouvinte que fica grudada no palestrante na hora do almoço, até esse dia. A Luci resumiu bem quando disse: “A própria pessoa do Tiago já é um impacto social”.

Como havia comentado anteriormente, eu não sabia que éramos classificados como uma startup, muito menos, que existia uma categoria de empreendimentos intitulada “negócios de impacto social”.

A chave virou com a fala da Luci! Ali eu descobri que o que eu conhecia como “militância” e “trabalho de base”, duas coisas que o Tiago sempre desempenhou na sua trajetória, era conhecido no mundo dos negócios por “impacto social”.

Ali eu pensei em todas as pessoas que produzem impacto social cotidianamente, mas não são valorizadas. Outras que acabaram desistindo da atividade por não visualizar as estratégias para torná-la sustentável.

Gente, tempo não é dinheiro, tempo é mais que dinheiro, tempo é vida! E se você dedica tempo, energia e vida para desempenhar determinada atividade, ela precisa se sustentar! Sem dívidas, sem sufoco, sem perrengue para fechar o mês…

Os coletivos organizados precisam perder o “medo de empresa” e se abrir ao empreendedorismo se quiserem manter viva a sua atuação! Isso não é sobre ser “mercenário”, não é pecado nem feio falar sobre dinheiro, ele é necessário para financiar as fases do seu projeto, nem tudo precisa ser na filantropia.

Nós temos sim condições de investir ao menos 5, 10, 15 reais para participar de uma atividade que gere valor em nossas vidas. Isso é sobre desenvolver estratégias de forma autônoma para alcançar um objetivo comum.

É lamentável pensar que os problemas que fizeram vários movimentos de referência ruírem seriam facilmente resolvidos com ferramentas de gestão financeira, viabilidade econômica ou alinhamento de valores.

E sabe o que mais? Eu entendi que nós podemos, aliás, devemos aplicar as ferramentas e conceitos do empreendedorismo para nos engajar em um projeto que promova ruptura (ainda que pequena) em uma estrutura social que nós desejamos transformar.

Afinal, empreendedorismo é sobre resolver problemas, não é mesmo? Em particular, acredito que se cada um de nós escolher um único problema e ao invés de apenas reclamar, decidirmos nos movimentar com as ferramentas que temos para resolve-lo.

Assim, será muito mais fácil acreditar em um futuro transformado, onde nós estaremos coletivamente reerguidos.

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Amanda Dias

De "apertada" a Coach financeira, há 5 anos dominei minhas finanças e hoje trabalho auxiliando mulheres a também conquistarem sua independência financeira. Meu propósito é ajudá-la na sua jornada de autoconhecimento, identificando e atuando sobre crenças limitantes em relação ao dinheiro. Adoto um modelo de orçamento personalizado que promova saúde financeira, mas também preze pela sua qualidade de vida. O modelo de dinheiro que você tem hoje é resultado de fatores externos internalizados ao longo da sua vida. Você tem o poder de decidir continuar com ele ou substituí-lo por uma programação abundante e próspera. Para mim, a busca por segurança financeira é a principal forma de auto cuidado. “Dinheiro é apenas uma ferramenta. Ele irá levá-la onde você quiser, mais não vai te substituir como motorista.” – Ayn Rand

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